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Temporada de
Projetos

Temporada 2012

Instável

ABERTURA
25 janeiro, 2012 - 18h00
VISITAÇÃO
26 de janeiro a 22 de abril de 2012
ARTISTAS PARTICIPANTES
Ana Paula Oliveira, Geórgia Kyriakakis, Laura Belém , Laura Vinci, Marcelo Moscheta, Marina Weffort, Maurício Ianês

Instável

O conceito de instabilidade denomina algo que não tem estabilidade, que é suscetível de tombar, cair, virar; que não é constante, que muda; é variável, mutável. Essa definição serviu de mote para reunir um conjunto de artistas de distintas gerações, que em suas produções lidam com essa falta de permanência, ou uma estabilidade controlada no limite da desconstrução sob diferentes perspectivas. Em parte dos trabalhos essa questão pode se apresentar através de um fluir constante ou uma possibilidade de alteração de sua forma como resposta a uma ação imposta pelo artista, ou pela participação do visitante. Sua estrutura nunca se fixa em uma forma permanente. Outras obras se encaixam na exposição por oposição à ideia de estabilidade. Apresentando-se formalmente completas, elas trazem elementos em repouso sob a ação de um conjunto de forças que se anulam e estabelecem o equilíbrio, mas estão sempre no limite de desfazer ou desalinhar com a adição de uma nova força, seja ela o toque ou o vento.

Nos trabalhos de Geórgia Kyriakakis, Helenas de Óleo, de 2002, e Coordenadas, de 2011, e na série de objetos apresentados por Marina Weffort, materiais estão alinhados em uma estabilidade frágil; parecem estar no limite da desconstrução. Ainda não, de 2010, da artista Ana Paula Oliveira, e Mona Lisa, de 2011, de Laura Vinci, apresentam sempre em transformação, há sempre um movimento. No vídeo Naufrágio, de 2006, de Laura Belém, o desenho de uma caravela se desfaz sobre a ação da água; e em MARÉ [vers.1.3], de 2009, de Marcelo Moscheta, três imagens de mar tentam se alinhar e formar um horizonte. Em Untitled - silent area/ monologue area/ dialogue area, de 2008, Maurício Ianês faz proposições ao público e a obra se concretiza a partir de sua percepção e participação.

Se o que é líquido ou fluido é uma constante nos trabalhos, talvez seja porque essa é a matéria mais desafiadora de se moldar, conter e controlar. Está sempre sujeita ao acaso. Se há um controle, ele nunca é permanente. Por mais que se apresente uma obra no espaço expositivo, ela está em constante transformação ou sujeita a ruir sob a ação ou a ausência de uma força.
Douglas de Freitas
REALIZAÇÃO

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