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Temporada de
Projetos

Temporada 2011

Percursos Simulados

ABERTURA
11 abril, 2011 - 19h00
VISITAÇÃO
11 de abril a 19 de junho de 2011
ACOMPANHAMENTO CRÍTICO
Taisa Palhares é doutora em estética pela FFLCH-USP e atua como crítica de arte desde 1999. Em 2007, começou o trabalho de pesquisa e curadoria da Pinacoteca do Estado, e trabalha como coeditora da revista de arte contemporânea Número. Publicou Aura: a crise da arte em Walter Benjamin (Ed. Barracuda, 2006). Na Pinacoteca, realizou a curadoria das exposições: Antonio Lizárraga: deslocamentos gráficos; Paulo Monteiro: uma seleção, 1989/2008; Óleo sobre, de Rodrigo Andrade; Em Azul; Elizabeth Jobim, entre outras. Organizou a coletânea de conferências História da arte brasileira no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (CosacNaify, Pinacoteca, 2010). Foi curadora das exposições: Modernidade negociada: Um recorte da arte brasileira dos anos 1940 (MAM-SP, 2007) e Amilcar de Castro e Sérgio Camargo: Obras em madeira (IAC, 2008).

Percursos simulados

Taisa Palhares
A instalação Percursos simulados tem origem no projeto do mesmo nome das artistas Marina Camargo e Romy Pocztaruk desenvolvido desde 2007 e constituído pelos registros visuais e sonoros do espaço urbano de diferentes cidades, como Porto Alegre, Berlim, Nova York e Las Vegas. Como uma espécie de arquivo aberto, em processo constante de reedição, o conjunto traz à tona a experiência de deslocamento que caracteriza o olhar do sujeito contemporâneo, e pelo qual o observador é levado a experimentar uma relação desnaturalizada com essas cidades. Ele manifesta também o encontro entre a produção das jovens artistas que, a partir de linguagens bastante particulares, buscam um diálogo, um meio de troca de experiências.

Nesse sentido, estes vídeos e fotografias nos surpreendem pelo fato de abordarem locais aparentemente sem grande significado, mas que se assemelham pelo estranhamento de sua potência visual, e criam, assim, uma realidade quase paralela: território de uma ficção outra em que a presença humana é espectral e o espaço urbano torna-se protagonista.
Trata-se, em geral, de lugares que, dentro da vida das próprias cidades, têm, por assim dizer, uma existência incomum: balneários vazios no inverno, parques de diversões fechados ou ainda parques tropicais urbanos, vistas noturnas de esqueletos de edifícios em construção, trailers de alimentação abandonados etc. Ou, inversamente, situações as mais cotidianas nas quais as artistas flagram, seja por meio da ação da luz seja pelo colorido ou pela escolha de um enquadramento específico, a presença do inesperado. 

Reunidos no mesmo espaço expositivo, esses trabalhos revelam visualmente a experiência de uma temporalidade dilatada num tempo do agora, cuja duração é vivenciada como a fusão do passado com o presente, do próximo com o distante, do familiar com o extraordinário, da existência com o desaparecimento, da luz com a escuridão.



REALIZAÇÃO

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