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Paço das Artes
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Notícia

Paço para ver: novo espaço de exibição de vídeos no Paço das Artes

Mostra Imagem-performance: entre a figuração e a sugestão, com curadoria de Patrícia Moran, marca inauguração

DATA
07 maio, 2012 - 19h30
VISITAÇÃO
08 a 13 de maio
terça a sexta, das 11h30 às 19h;
sábado e domingo, das 12h30 às 17h30

Em maio, o Paço das Artes inaugura um novo espaço para projeções e exibições de vídeo, o Paço para Ver. A estreia da sala acontece no dia 07 de maio, segunda-feira, a partir das 19h30. O evento é gratuito e aberto ao público. Simultaneamente, estará acontecendo a abertura das 2ª e 3ª edições da Temporada de Projetos.

A pesquisadora e professora da ECA/USP Patrícia Moran foi convidada para fazer a curadoria de Imagem-performance: entre a figuração e a sugestão, que marca a inauguração da sala. A mostra é composta por vídeos feitos como registro de performances concebidas para serem projetadas ao vivo. Estes vídeos são documentos que recuperam instigante discussão sobre se criar uma memória de trabalhos cujo ponto de partida é a presença do realizador e do público no momento da apresentação.


Leia abaixo os textos curatoriais de Patrícia de Moran.

 

Imagem-performance: entre a figuração e a sugestão

Os vídeos selecionados aconteceram como registro de performances concebidas para serem projetadas ao vivo. Trazemos estes vídeos-documentos, que recuperam instigante discussão sobre se criar uma memória de trabalhos, cujo ponto de partida é a presença do realizador e do público no momento da apresentação. Como bem coloca Ana Carvalho, pesquisadora sobre a documentação destas poéticas, a performance audiovisual, “define-se por sua singularidade como manifestação artística, pois o momento em que se dá não pode ser substituído pela documentação”. Então porque apresentar a memória destes eventos como objetos de trabalho em si?

Duas motivações nos conduziram a esta escolha. A primeira refere-se ao interesse de expor a diversidade e riqueza poética de performances que aconteceram em locais e condições distintas. Por ora, não teríamos outro recurso para trazê-las ao público aqui presente. Se elas perdem a singularidade do encontro, pois são um registro, se elas têm um ritmo definido a priori em função do público e espaço original, trazem a quem nunca as viu as marcas de terem sido realizadas em tempo real. Os erros e escolhas circunstanciais, a presença do público, e o próprio ritmo da imagem impresso nas imagens se referem a um momento único. Algumas destas performances foram apresentadas poucas vezes, outras nunca chegaram ao Brasil – assim, a possibilidade de ampliar-se o público destes trabalhos pouco vistos é uma oportunidade para organizar repertórios audiovisuais produzidos em culturas e condições materiais bastante diversificadas.

A outra justificativa para se utilizar a documentação como material expositivo relaciona-se a um traço poético que atravessa os trabalhos. Eles fazem da imagem especular matéria para a produção de intensidades diversificadas e, com este recurso, deslocar um suposto e potencial sentido ali presente. As imagens gráficas por sua vez, tendem a sugerir através do seu movimento e forma acontecimentos do mundo material. Sendo assim, estamos em uma rua de mão dupla, onde a abstração tende à sugestão e a figuração produz movimento contrário.

Esta documentação visa em última instância compor um painel de trabalhos úteis a futuros pesquisadores e amantes de experimentações audiovisuais.

 

 

Performers em single channel

 

O vídeo single channel morreu, vida longa a ele. Estes vídeos têm em comum terem sido criados por realizadores que priorizaram nos últimos anos a realização de performances audiovisuais ao vivo. As narrativas e videoclipes selecionados são emblemáticos por trazerem marcas da poética das performances, de recursos técnicos consolidados nas performances que migram para outras formas expositivas. É evidente a diversidade de estratégias expressivas, ou seja, as peças aqui apresentadas extrapolam as proposições das performances, mas podemos pensar que renovam o vídeo ao colarem seus princípios à imagem, à sua modificação como ponto de partida.   É da imagem que surgem conceitos e intensidades. A imagem na variedade de tempos, formas e texturas advindas da sua manipulação, ao trazer sucessivas situações faz de si acontecimento. Não busca falas para dizer, mas mostra situações. Assim, estamos diante de duas estratégias, da imagem auto-centrada produzindo intensidades e da imagem espetacular que nos oferece tempo para varrer sua superfície e reconhecer situações.

 

Patrícia Moran é professora da ECA/USP, diretora de trabalhos audiovisuais e pesquisadora. A curadoria de Imagem-performance: entre a figuração sugestão foi desenvolvida com o apoio da FAPESP.

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