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Notícia

Para todos: 1º Museu Aberto de Arte Urbana traz cor à zona norte de SP

POR
Marina Consiglio

O 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo, o MAAU, está aberto ao público. Para  visitá-lo não é preciso pagar entrada, pegar fila ou programar-se com antecedência: ele está ali, no meio do caminho, para arrebatar quem estiver de passagem pela av. Cruzeiro do Sul, zona norte de São Paulo, com os seus paineis coloridos.  São cerca de 33 colunas, que abrangem o trecho das estações Santana, Carandiru e Portuguesa-Tietê do Metrô, grafitadas por artistas de diversas gerações – com nomes de destaque como Chivitz, Binho Ribeiro, Akeni, Minhau, Speto, Presto, Markone, Onesto, Zezão e Highraff.

O projeto surgiu após a detenção de 11 artistas que pintavam estas mesmas colunas em abril deste ano. Eles não tinham autorização para pintar no local. Entre os detidos, estavam Binho Ribeiro e Chivitz, dois nomes de destaque no graffiti nacional, hoje curadores do MAAU.

A ideia, conta Chivitz, surgiu neste mesmo dia – e levou pouco mais de seis meses para que saísse do papel. Hoje, o MAAU conta com o apoio do Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, do Presidente do Metrô, Sergio Avelleda, do Paço das Artes e do setor educativo da galeria Choque Cultural.

De maldito, o projeto virou sucesso. “As pessoas adoram”, conta Tinho, artista responsável por dar cor a uma das pilastras da avenida. “Todo mundo passa buzinando, acenando. Tem uns que param o carro e descem, vem tirar foto. É bem bacana.”

ZN Lovers

As obras expostas nas colunas do museu serão trocadas anualmente. Sempre ali, na av. Cruzeiro do Sul, segundo Chivitz. “Não existe outro lugar na cidade tão perfeito quanto este”, diz o curador. “Porque aqui os artistas podem pintar tranquilamente e, principalmente, porque a zona norte é um dos berços do graffiti em São Paulo.”

No MAAU, o concreto é a tela e a rua é o museu. Seu acervo vai se acumular nas camadas de tinta que dão cor às colunas da av. Cruzeiro do Sul, sofrendo com todos os poréns que a rua tem: sol, chuva, poluição. Mas o concreto aguenta, firme e imponente, como suporte para os paineis coloridos que trazem vida ao cinza da cidade.


Coluna grafitada por Tinho
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