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Jardim Europa
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São Paulo/SP, Brasil
T 11 2117 4777 r. 413/414

Tautorama

Exposição individual de Ana Maria Tavares

ABERTURA
09 julho, 2013 - 15h00
VISITAÇÃO
De 10 de julho a 15 de setembro
Gratuito e aberto ao público
CURADORIA
Daniel Rangel
ARTISTAS PARTICIPANTES
Ana Maria Tavares
“Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido."
Leonardo Da Vinci

Tautorama é uma palavra inventada, fusão de tautologia (repetição de um mesmo pensamento, expresso de diferentes maneiras) e hórama (palavra grega que significa “vista” ou “espetáculo”). O artifício de somar significados e criar espelhamentos são características presentes no trabalho de Ana Tavares.

Os vídeos que abrem a mostra são registros de uma memória distante, uma natureza intocada. As imagens em preto e branco e slow motion sugerem uma dilatação no tempo. A divisão em diferentes telas e a repetição das cenas propõe uma suspensão da velocidade cotidiana em que vivemos e com que chegamos neste espaço, neste instante. Um prenúncio que prepara o olhar.

A sala principal revela, reflete e questiona. Revela o lado de fora, reflete o olhar da artista, questiona o próprio local expositivo. A retirada dos painéis que sempre taparam a visão exterior para quem estava no interior da sala foi o ponto de partida.

O gesto, aparentemente simples, foi despertado pela busca de poesia atrás das falsas paredes e fora do próprio espaço. A ação resgata a história e a beleza natural do lugar. Um ato performático que causa uma reação instantânea.

O revelar da exuberante natureza que circunda o prédio e a entrada franca da luz solar pelas vidraças do edifício são ecos da memória do local. Um resgate da proposta arquitetônica original de relação do prédio com o lado de fora, e vice-versa. E com o passado mais distante daquela área, que antes da construção era mata.

O verde das plantas e a distribuição espontânea dos galhos, folhas e árvores criam um diálogo direto, quase um reflexo, com a série de fotografias “Airshaft”. O emaranhamento geométrico e assimétrico das imagens e a tonalidade predominantemente verde e cinza formam uma espécie de floresta artificial e arquitetônica.

As fotos ampliadas em grande escala, expostas de forma semicircular, criam um ambiente imersivo que mescla visões naturais e artificiais, seja no reflexo percebido ou em sua inexistência. Ambiguidade também presente na relação com o tempo: passado e presente; com o espaço: interno e externo; e com a velocidade: aceleração e contemplação.

Afinal, a proposta é sentar, relaxar, respirar, observar, fruir e sentir a vista espetacular, sempre igual e diferente, o tautorama das diversas naturezas ao redor.

Daniel Rangel
Curador
REALIZAÇÃO

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