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Rosemarie Trockel

Rosemarie Trockel

ABERTURA
25 janeiro, 2007 - 19h00
VISITAÇÃO
26 de janeiro a 25 de fevereiro de 2007
CURADORIA
Gudrun Inboden
ARTISTAS PARTICIPANTES
Rosemarie Trockel

Rosemarie Trockel

No programa do ifa, a exposição com obras de Rosemarie Trockel faz parte de uma série de exposições que inclui também Sigmar Polke, Georg Baselitz e Gerhard Richter. Só esse fato já demonstra a importância atribuída a obra dessa artista no contexto da arte contemporânea. Os posicionamentos artísticos dos colegas mais velhos constituem o ponto de partida que leva a visão da própria Rosemarie Trockel.

Foi a predominância masculina no contexto da arte dos anos 80 que provocou a contestação da artista. Com persistência, ela formula confrontos entre a mentalidade artística masculina através do uso de temas femininos. Seus conjuntos de obras refletem seu ponto de vista baseado num mundo artístico predominantemente feminino. Com sua crítica contundente, ele não poupa nem mesmo o sistema da arte em vigor. Uma de suas primeiras obras primas, a “Maquina de pintura”, de 1990, presente em nossa exposição, mostra o absurdo de um lugar comum que se atribui a arte criada por mãos femininas – uma arte não-tecnológica -, com uma marca de graciosidade artesanal-mecânica. Produzindo o gesto pictórico de maneira mecânica, a “Máquina de pintura” pode ser lida como uma verdadeira paródia sobre o estereótipo do (homem) gênio artístico.

Apesar dessa atitude crítica, as obras de Rosemarie Trockel se apresentam ao observador como construtos mentais elegantes, cheios de fantasia, e como projetos artísticos convincentes. Desse modo, a artista consegue visualizar de maneira irônica e humorística sua pesada carga intelectual, evitando, ao mesmo tempo, antagonismos dogmáticos ou até polêmicos. Essa estratégia se manifesta mais claramente nas chapas de fogão, usadas a partir de 1991, penduradas na parede à maneira de esculturas minimalistas; e nos quadros de cordas que acabaram se transformando numa espécie de marca registrada de Trockel. A artista despe de sua função original os objetos retirados do cotidiano feminino, de modo que tanto As chapas de fogão quanto os quadros de cordas acabam separados de seu referencial caseiro, banal ou artesanal.

Rosemarie Trockel não desenvolve sua obra de modo linear. Antes, prefere enveredar conscientemente por desvios artísticos. Depois de ter encontrado uma resposta, ela volta a questioná-la, ou até a anula num método francamente desconstrutivista. Por isso, é possível que um observador menos atento se veja inicialmente diante de uma obra heterogênea e, talvez, de difícil acesso. Mas, em torno de cada conjunto de obras, estende-se uma rede de associações sutilmente ramificadas, fazendo com que os motivos, uma vez formulados, passem no decorrer dos anos por múltiplas reformulações em diversos meios e técnicas, até serem finalmente decifrados.

O observador fica pasmado com a presença de meios imagéticos tradicionais e novos que se reagrupam constantemente em suas obras. Esse aspecto se revela sobretudo em seus desenhos feitos com nanquim, carvão, lápis, colagem ou computador. Eles ocupam um lugar de destaque em sua obra, pois acompanham cada nova fase de sua produção como uma espécie de campo de exercício ou esboço para a anotação de reflexões e concepções. Ao mesmo tempo, os desenhos configuram um grupo autônomo na produção de Trockel. Às vezes expostos isoladamente, às vezes acompanhando suas obras videográficas e esculturais, a exposição afirma a importância dessa técnica como método de criação e afazer artístico.
REALIZAÇÃO

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