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Paço das Artes
Av. Europa 158
Jardim Europa
CEP 01449-000
São Paulo/SP, Brasil
T 11 2117 4777 r. 413/414

Entre-Temps

Entre-Temps

ABERTURA
23 abril, 2009 - 19h00
VISITAÇÃO
24 de abril a 22 junho de 2009.
CURADORIA
Odile Burluraux e Angeline Scherf
ARTISTAS PARTICIPANTES
Adel Abdessemed , Ange Leccia, Anri Sala, Camille Henrot, Christian Boltanski, Dominique Gonzalez-Foerster, Kader Attia, Melik Ohanian, Philippe Parreno

No bojo das celebrações do ano da França no Brasil, a mostra de videoarte Entre-Temps apresenta obras do acervo do Museu de Arte Moderna da cidade de Paris (Musée d´Art moderne de La Ville de Paris). A exposição reúne vídeos, filmes e slideshows que traçam um panorama significativo da arte contemporânea. A mostra traz ao país 21 trabalhos de 17 artistas franceses ou radicados na França, cuja produção emergiu eminentemente no início dos anos 90. Onze delas estão expostas no MIS e as outras dez, no Paço das Artes.


A exposição, com curadoria de Odile Burluraux e Angeline Scherf, aglutina artistas nascidos entre os anos 50 e 80, que influenciaram decisivamente a videoarte internacional. O recorte da mostra explora as possibilidades da mídia vídeo e atesta a aproximação entre as artes visuais e o cinema. Os trabalhos dialogam com a experimentação de linguagens e outros campos do conhecimento, como a ciência, a filosofia, e explora novos suportes e tecnologias.

Entre os destaques de Entre-Temps estão três obras protagonizadas por Ann Lee, personagem integrante do projeto evolutivo intitulado No Ghost, Just a Shell, criado em 1999. Neste ano, os artistas Pierre Huygue e Philippe Parreno compraram os direitos autorais da personagem fadada a desaparecer e propuseram a vários artistas, como Melik Ohanian e Rirkrit Tiravanija, que lhe dessem uma segunda vida, elaborando uma história para ela. Huygue e Parreno também apresentaram suas versões de narrativas para Ann Lee. Parreno traz novos desafios para sua musa, animada em Anywhere Out of The World e Huygue em Two Minutes Out of Time.

Uma das videoartistas que aceitou a proposta e deu novo impulso às aventuras de Ann Lee é a francesa - que vive parte do ano no Brasil - Dominique Gonzalez-Foerster que, em 2008, expôs seus trabalhos na exposição TH.2058 na Tate Modern, em Londres. Dominique expõe a videoprojeção Atomic Park, filmada no deserto de White Sands, no Novo México, próximo do local onde foram realizados os primeiros testes com a bomba atômica, em Trinity Site, no ano de 1945, semanas antes das bombas serem lançadas em Hiroshima e Nagasaki. Essa imagem é mesclada à voz da atriz Marilyn Monroe, em um desesperado monólogo. Seu grito liberado em Misfits surge como uma censura implícita ao lugar aparentemente calmo, palco dos primeiros testes nucleares.

O aclamado artista argelino radicado na França, Philippe Parreno, exibe quatro trabalhos na mostra. No Paço das Artes, está exposta a instalação Credits, Parreno apresenta um riff de guitarra tocado pelo integrante do AC/DC, Angus Young.

O francês Melik Ohanian e o albanês radicado na França Anri Sala apresentam trabalhos com forte viés político. Na projeção Invisible Film, Ohanian presta homenagem a Peter Watkins, divulgando em um monitor somente a fita de som durante 25 anos. O espectador ouve o interrogatório pelo qual passaram membros dos movimentos dos direitos civis. Já Anri Sala recupera, em Intervista, um vídeo de sua mãe, diretora da Biblioteca Nacional de Tirana, durante o comunismo na Albânia e acrescenta conversações entre eles para reconstruir o período histórico e mostrar a realidade política e social da Albânia.

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