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Paço das Artes
Av. Europa 158
Jardim Europa
CEP 01449-000
São Paulo/SP, Brasil
T 11 2117 4777 r. 413/414

Arquivo Vivo

ABERTURA
01 outubro, 2013 - 19h00
VISITAÇÃO
De 2 de outubro até 8 de dezembro de 2013
Gratuito e aberto ao público
CURADORIA
Priscila Arantes
ARTISTAS PARTICIPANTES
Berna Reale, Christian Boltanski, Cristina Lucas, Edith Derdyk, Eduardo Kac, Hiraki Sawa, Ivan Navarro e Mario Navarro, Letícia Parente, Lucas Bambozzi , Mabe Bethônico, Marilá Dardot, Masaki Fujihata, em colaboracao com Frank Lyons, Nicola Costantino , Pablo Lobato, Paula Garcia , Raquel Kogan, Regina Parra, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, Rosângela Rennó, Vesna Pavlović, Voluspa Jarpa, Yinka Shonibare MBE

Berna Reale

Brasil
-
Em O homem e A mulher, Berna Reale apresenta uma dupla de fotografias protagonizadas por ela própria: fotoperformances. As imagens remetem às pinturas dos viajantes do século 17, realizadas no período colonial no Brasil, e podem ser vistas como uma crítica aos jogos de poder e violência implícitos nos processos colonizatórios.

Cristina Lucas

Espanha
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Os trabalhos de Cristina Lucas abordam os mecanismos de poder sob perspectivas diversas. Várias de suas obras referem-se a elementos nos quais se articulam os sistemas ideológicos das sociedades ocidentais. La Liberté Raisonnée é uma encenação, ou melhor, reencenação, a partir do arquétipo da pintura histórica e da alegoria da república, A Liberdade guiando o povo (1830), de Eugène Delacroix. A imagem de grande dramatismo sugere um destino fatal para a liberdade no devir histórico de todo sistema político.

Eduardo Kac

Brasil
-
Time Capsule foi realizado pela primeira vez em novembro de 1997 na Casa das Rosas. Neste projeto, Kac implanta um microchip com um vídeo de identificação em seu tornozelo, registrando-se, através da internet, em um banco de dados. Além desse implante, a obra consiste em sete fotos em tom sépia, uma transmissão televisiva ao vivo, intervenção de banco de dados remoto e elementos de exibição adicionais, entre eles um raio X do implante. O projeto coloca em debate questões referentes não só à memória digital, mas também aos dispositivos de vigilância e controle da atualidade.

Ivan Navarro e Mario Navarro

Chile
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Seis vitrines construídas com fundos de espelho e luzes contêm objetos e jornais provenientes da França e do Brasil. A obra propõe uma reflexão sobre a cooperação militar entre os dois países durante a década de 1970, sobretudo em relação às táticas de tortura exportadas da França para a América Latina através do Brasil. Na obra é contada a história de Paul Aussaresses, general francês aposentado da Segunda Guerra Mundial, que revela segredos sobre as aulas de tortura que deu na ditadura militar brasileira e os segredos que sabia sobre o apoio de nossa ditadura ao Golpe de Estado que depôs Salvador Allende no Chile. A obra apresenta fac-símiles de seu depoimento ao jornal Folha de S.Paulo.

Lucas Bambozzi

Brasil
-
O tempo não recuperado é o resultado de uma busca de imagens videográficas em um arquivo pessoal transpostas para formatos de narrativa não linear. O trabalho foi conduzido de forma a permitir novos sentidos e configurações às imagens existentes, resgatando vestígios dos propósitos originais que motivaram sua captação. As sequências constituem registros fragmentados de uma memória fugidia e dispersa, e compõem, no conjunto, um retrato extensivo e aberto do autor ao longo do tempo.

Marilá Dardot

Brasil
-
Um livro repousa sobre uma pilha de pequenos fragmentos de frases, que parecem sair ou entrar nele. A expressão francesa Avant la lettre significa Antes do estado definitivo; antes do seu inteiro desenvolvimento” ou “antes de o termo existir”. O nome do projeto nos indica uma possível leitura: antes de ser um livro – um ‘arquivo’ de palavras que comportam um determinado sentido –, ele é uma possibilidade: um conjunto de palavras em puro estado de latência; um livro, um arquivo em branco.

Nicola Costantino

Argentina
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A reencenação e a apropriação de obras significativas da história da arte, do cinema e da fotografia são gestos operativos presentes nas obras de Nicola Costantino. Todas estas reencenações apresentam uma característica comum: a artista sempre se coloca dentro da obra, rompendo a fronteira entre sujeito e objeto. Foucault, no estudo que realiza de As meninas, de Velázquez, diz que o artista, ao se colocar dentro da tela, sinaliza para a ideia de uma “representação da representação”: a tela, assim, representa o ato de pintar, já que o pintor se coloca na própria cena. No caso da obra de Costantino, não só a artista desloca o sentido da pintura para a fotografia – criando um tableau vivant –, mas ela, além de se colocar no lugar do pintor, traz sua própria família para dentro da obra: é uma fotografia da artista, sobre a artista, com a artista.

Paula Garcia

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Artista e pesquisadora. Mestre em Artes Visuais pela FASM-SP e bacharel em Artes Plásticas pela FAAP. Suas pesquisas e experiências artísticas enfocam performance e suas relações com as mídias. Principais exposições: Artist is an explorer - Fundação Beyeler - Curadoria Marina Abramovic, Suiça (2014); 7 Bienal El Museo del Barrio -Curadoria: Chus Martinez / Rocío Aranda-Alvarado / Raúl Zamudio - El Barrio Museum, New York (2013/2014) The Big Bang : The 19th Annual Watermill Center Summer Benefit - Walter Mill, New York; 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Videobrasil_SESC no SESC Belenzinho - SP; Performa Paço no Paço das Artes - SP (2011); 6a Edição da Mostra Anual de Performance na Galeria Vermelho - SP (2010); Galeria Expandida na Luciana Brito Galeria - SP (2010); Variação na Escola São Paulo (Projeto Encontros com Arte) (2009); Projeto Tripé / Vídeo no SESC Pompeia - SP (2008); Virada Cultural no SESC 24 de Maio - SP (2008); coletiva Mostravideo no Itaú Cultural de BH e PA, Escola São Paulo - SP (2007); Vorazes, grotescos e malvados, no Paço das Artes - SP (2005).

Regina Parra

São Paulo/Brasil, 1985
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Imigrantes da Argentina, Bolívia, Colômbia, Congo, Guiné e Peru, que entraram clandestinamente no Brasil e hoje moram em São Paulo, leem trechos em português da carta "Mundus Novus", de Américo Vespúcio. Escrito por volta de 1503, após uma viagem pelo Brasil, esse relato é tido como o discurso inaugural sobre o Novo Mundo. A polifonia dos sotaques diversos não só faz alusão às relações de poder que uma língua estranha é capaz de impor, mas também aos processos de colonização que marcaram nossa história.

Rosângela Rennó

Brasil
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Vera Cruz é um projeto experimental fundamentado na ideia da “impossibilidade” de um documentário sobre o descobrimento do Brasil. Baseado no conteúdo da famosa carta escrita por Pero Vaz de Caminha, Vera Cruz é a cópia em vídeo de um filme(im)possível. Da imagem que foi subtraída, vemos apenas a “imagem da película”, desgastada pelos quinhentos anos de existência. O som foi também subtraído. O que restou do relato assumiu a forma de um texto-legenda criado pela artista.

Voluspa Jarpa

Chile
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La no-Historia expõe arquivos dos últimos quarenta anos desclassificados pelo Serviço de Inteligência norte-americano, relativos ao Cone Sul (Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Brasil). Os livros editados com estes documentos instalam um arquivo-biblioteca de uma história censurada, com textos rasurados e secretos: a não história desvelada. Os arquivos reunidos em La no-Historia foram selecionados a partir do site http://foia.state.gov/searchcolls/search.aspx, onde existem milhares de documentos. Os arquivos foram escolhidos em razão de sua informação e de sua visualidade. Eles representam uma pequena parcela de todos os documentos existentes. Muitos deles estão visivelmente censurados e apresentam selos, carimbos e logotipos das agências de inteligência que os emitiram.

Christian Boltanski

França
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O vídeo Entre-temps é projetado sobre uma cortina translúcida que se movimenta suavemente com o sopro de um ventilador. O vídeo corresponde a uma sequência de lentas fusões de fotografias antigas em branco e preto de retratos do artista, desde sua infância até os sessenta anos. A resolução das imagens é rudimentar, e muitas estão mal focadas. O resultado é uma pseudofotografia de identidade aparentemente inerte, que flutua instável pelo balanço do vento, cujas feições se apresentam em sutil e constante transformação.

Edith Derdyk

Brasil
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Fragmento é uma obra inédita criada para o projeto Arquivo Vivo composta por dez pilhas de folhas de papel em branco grampeadas, uma a uma, numa das paredes do/ espaço, como se fossem blocos de anotação na vertical. As folhas de papel estão estendidas no espaço por fios pretos que puxam estas da parede, como gavetas de um escaninho, e as mantêm suspensas no ar por estas mesmas linhas que atravessam o espaço de uma parede à outra. Remetem à volatidade dos dispositivos arquivais.

Hiraki Sawa

Japão
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Hiraki Sawa desenvolve animações em vídeo criando paisagens poéticas e oníricas: reflexões a respeito de ideias de tempo e movimento, deslocamento e trânsito. Em Migration, uma procissão de figuras e animais – reanimados a partir dos estudos fotográficos em stop motion de movimentos de seres humanos e animais de Eadweard Muybridge da década de 1880 – caminha pelo apartamento do artista. Filas de camelos, elefantes, cavalos e minúsculas figuras nuas surgem dos cantos, caminhando em fila única, movendo-se, lenta e silenciosamente, por superfícies domésticas. Todas as figuras estão em movimento. Seu destino é incerto, e talvez elas evoquem a condição do nomadismo e a experiência do exílio ou da imigração para terras estrangeiras.

Letícia Parente

Brasil
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A artista Letícia Parente costura na sola de seu pé a inscrição “Made in Brasil”. O projeto propõe não só um diálogo entre o vídeo e a performance, mas também uma reflexão sobre o vídeo como linguagem e dispositivo de registro. O corpo, aqui, pode ser entendido como uma escritura que incorpora marcas, rasuras, indícios de um corpo-arquivo, de um corpo-mensagem.

Mabe Bethônico

Brasil
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Mabe Bethônico trabalha em diálogo com arquivos e instituições, com interesse por ficionalização de fontes referenciais e pelos limites entre documentação e construção. Mabe Bethônico trabalha em diálogo com arquivos e instituições, com interesse por ficionalização de fontes referenciais e pelos limites entre documentação e construção.
O projeto Invisibilidade mineral contempla uma série de trabalhos e ações, constituindo um arquivo, no sentido de viabilizar a discussão sobre a mineração em Minas Gerais. Esta exposição traz cinco fotografias de textos descritivos de imagens do arquivo particular de um fotógrafo que sobrevoa de helicóptero, semanalmente, as áreas de trabalho de uma mineradora. Pertencentes à empresa, e não liberadas para exposição, uma seleção foi apresentada a um geólogo para sua descrição. Das descrições, gravadas e transcritas, foram retirados trechos, deixando-se legível o que se refere à observação da paisagem. Uma tiragem impressa traz um dos trechos na íntegra; a pequena escritura corta a página branca de grande formato, reproduzindo o que não se consegue ver na paisagem. Invisibilidade mineral traz ainda uma série de fotografias advindas da Superintendência do Emprego e Trabalho de Minas Gerais, imagens do cotidiano de trabalho nas mineradoras do estado. O projeto Invisibilidade mineral contempla uma série de trabalhos e ações, constituindo um arquivo, no sentido de viabilizar a discussão sobre a mineração em Minas Gerais. Esta exposição traz cinco fotografias de textos descritivos de imagens do arquivo particular de um fotógrafo que sobrevoa de helicóptero, semanalmente, as áreas de trabalho de uma mineradora. Pertencentes à empresa, e não liberadas para exposição, uma seleção foi apresentada a um geólogo para sua descrição. Das descrições, gravadas e transcritas, foram retirados trechos, deixando-se legível o que se refere à observação da paisagem. Uma tiragem impressa traz um dos trechos na íntegra; a pequena escritura corta a página branca de grande formato, reproduzindo o que não se consegue ver na paisagem. Invisibilidade mineral traz ainda uma série de fotografias advindas da Superintendência do Emprego e Trabalho de Minas Gerais, imagens do cotidiano de trabalho nas mineradoras do estado.

Masaki Fujihata, em colaboracao com Frank Lyons

Japão
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Field-Works é uma série de projetos que reconstrói memórias coletivas no espaço cibernético, por meio do uso dos dados de posicionamento capturados por GPS e imagem em movimento capturada por vídeo. Como parte do projeto Field-Works, Simultaneous Echoes é uma peça musical realizada em parceria com o compositor Frank Lyons, que vive na Irlanda do Norte. O projeto explora como elementos musicais fragmentados, gravados em vários locais e em momentos diversos, podem ser reconstruídos no espaço cibernético.

Pablo Lobato

Brasil
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Expiração 09 reúne material com mais de dez anos do arquivo audiovisual do artista Pablo Lobato. Para o projeto, Lobato cria um software a fim de definir tempos de existência de determinados trechos desse arquivo, que são selecionados, copiados para computadores e têm suas respectivas matrizes apagadas. Como num lance de dados, no início de uma exposição, o período de existência de cada vídeo é definido aleatoriamente pelo software, entre 01 e x dias (x = tempo máximo da exposição). Ao final desse período, todos os vídeos são apagados definitivamente, restando apenas o seu primeiro frame sobre uma tela branca em baixa opacidade.

Raquel Kogan

São Paulo/SP, 1955
Vive e trabalha em São Paulo/SP
Formada em arquitetura. A artista foi selecionada pelo edital da Temporada de Projetos do Paço das Artes em 2004 com a instalação Projeção (2004). Premiada com reflexão#1 no Transmídia Itaú Cultural. A investigação em mídias digitais prossegue: projeção, 401; au.to-re.tra.to 1, ocupação#1, reflexão#2, reflexão#3. O vídeo BMG 8970 vai para 15º Vídeobrasil; [[[prog:ME]]]; Rencontre Internacionales Paris / Berlin. Recebe menção honrosa no 6º Prêmio Sergio Motta com Reflexão e suas inflexões. Reprodução Proibida é exibido na Mostravídeo no Museu Reina Sofia. Em 2007, ganha Rumos Cibernética com o projeto reler, participa do 2° Festival arte.mov recebendo menção honrosa com me//at. Executa a instalação sonora interativa reler (foto) para a 4ª bienal de arte tecnologia Emoção Art.ficial, e ganha o menção honrosa no File Prix Lux 2010. Em 2011 ganha prêmio Funarte São Paulo com 5x4x3x e Belo Horizonte com ponte. Em 2012, no Creators Project São Paulo, faz a instalação interativa o.lhar. Recebe o prêmio Rumos Cinema em 2013 com entremeios. Reflexão#3 foi adquirido pelo Instituto Itaú Cultural. 

Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti

Brasil
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Os artistas atuam em parceria no desenvolvimento de estratégias de experimentação e implementação de interfaces áudio-tátil-visuais, que possibilitam ao público explorar e interagir com bancos de dados e ambientes virtuais, remotos ou híbridos. Em Fala, temos uma máquina de falar autônoma e interativa, desenhada para estabelecer comunicação e sincronização automáticas entre humanos e máquinas, e entre máquinas e máquinas.
Na instalação, um microfone faz a interface com um “coro” de quarenta celulares. Todos os aparelhos estão em estado de escuta para captar vozes e outras sonoridades. A máquina de falar autônoma analisa as informações, estabelece equivalências com sua memória e gera um resultado audiovisual com um significado semântico similar ao som captado.

Vesna Pavlović

Sérvia
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Fototeka é o corpo de uma obra fotográfica baseada em pesquisa sobre o arquivo de imagens em preto e branco do Museu de História Iugoslava em Belgrado. O arquivo é composto pelo registro visual da carreira do ex-presidente iugoslavo Josip Broz Tito e suas viagens pelo mundo e pela ex-Iugoslávia. A tensão entre a intenção particular do arquivo e a exibição pública é essencial para o caráter da representação fotográfica e histórica do arquivo.

Yinka Shonibare MBE

Inglaterra/Nigéria
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Yinka Shonibare MBE, conhecido por criar obras de arte conceituais multifacetadas, chama atenção para padrões da história e como eles se repetem em nossa própria época. Depois da instalação da obra do artista Nelson’s Ship in a Bottle, no Fourth Plinth em Trafalgar Square, Londres, Shonibare continua trabalhando com o tema Lorde Nelson, oficial britânico morto na Batalha de Trafalgar em 1805. No filme Addio del Passato, a personagem de Frances Nisbet, esposa de Lorde Nelson, canta a ária homônima do último ato de La Traviata, ópera de Giuseppe Verdi. Shonibare encontra um paralelo entre a história de traição de Nelson à esposa e seu caso amoroso com Lady Hamilton, e a sensação de perda vivida pela heroína da ópera, Violetta, na véspera de sua morte.

Addio, del passato bei sogni ridenti,
le rose del volto già sono pallenti;
l’amore d’Alfredo perfino mi manca,
conforto, sostegno dell’anima stanca...
Ah! della traviata sorridi al desìo,
a lei, deh, perdona, tu accoglila, o Dio!
Ah! tutto, or tutto finì.
Le gioie, i dolori tra poco avran fine;
la tomba ai mortali di tutto è confine!
Non lacrima o fiore avrà la mia fossa,
non croce col nome che copra quest’ossa!
Ah! della traviata sorridi al desìo;
a lei, deh, perdona; tu accoglila, o Dio.
Or tutto finì!




Adeus, memórias vivas do passado.
As rosas em minhas bochechas já são pálidas.
Eu sinto tanta falta do amor de Alfredo,
seu conforto sustentava minha alma cansada.
Oh, Deus, sorria para esta mulher caída,
conceda-lhe perdão, aceita-a, oh, Deus!
Oh! Tudo, tudo está agora acabado!
As alegrias, as dores, tudo acabará em breve,
a sepultura é o fim para todos os mortais.
Nem lágrimas nem flores marcarão minha
sepultura, nenhuma cruz com o meu nome,
marcará meus ossos.
Oh, Deus, sorria para esta mulher caída,
conceda-lhe perdão, aceite-a.
Tudo está agora consumado!
REALIZAÇÃO

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