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Paço das Artes
Av. Europa 158
Jardim Europa
CEP 01449-000
São Paulo/SP, Brasil
T 11 2117 4777 r. 413/414

Evento

Abertura da exposição Arquivo Vivo

ABERTURA
01 outubro, 2013 - 19h00
CURADORIA
Priscila Arantes
O Paço das Artes inaugura no dia 1º de outubro (terça-feira), às 19h, a mostra internacional Arquivo Vivo. Organizada pela diretora e curadora do Paço das Artes, Priscila Arantes, a exposição apresenta 22 trabalhos de artistas nacionais e internacionais, divididos em instalações multimídia, projetos em vídeo, arte digital, fotografia, entre outros.


Integram a coletiva trabalhos dos artistas Berna Reale (Brasil), Christian Boltanski (França), Cristina Lucas (Espanha), Edith Derdyk (Brasil), Eduardo Kac (USA/Brasil), Hiraki Sawa (Japão), Ivan Navarro e Mario Navarro (Chile), Letícia Parente (Brasil), Lucas Bambozzi (Brasil), Mabe Bethônico (Brasil), Marilá Dardot (Brasil), Masaki Fujihata em colaboração com Frank Lyons (Japão), Nicola Costantino (Argentina), Pablo Lobato (Brasil), Paula Garcia (Brasil), Raquel Kogan (Brasil), Regina Parra (Brasil), Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti (Brasil), Rosangela Rennó (Brasil), Vesna Pavlović (Sérvia), Voluspa Jarpa (Chile) e Yinka Shonibare MBE (Inglaterra).

Entenda a mostra

A curadoria dialoga com o conceito de “Mal de Arquivo”, proposto por Jacques Derrida, que entende o arquivo como uma operação performática ou como um dispositivo incompleto e, por isso, sempre aberto a novas escrituras. “Artistas que se apropriam de material de arquivo, que criam arquivos fictícios, que desenvolvem projetos a partir de uma modalidade arquival, que reencenam obras de arte, criadores que colocam em debate os processos de catalalogação e arquivamento, e os que incorporam o arquivo no próprio tecido corporal são alguns dos selecionados para Arquivo Vivo”, explica Priscila Arantes.

A coletiva apresenta a investigação destes criadores a partir de três vetores: arquivo e apropriação de documentos e obras da história e da história da arte; arquivo no corpo e corpo como arquivo; arquivo de artista, arquivo institucional e banco de dados.

A primeira seção reúne projetos que reencenam obras/documentos emblemáticos da história e da história da arte, como, por exemplo, o vídeo La Liberté Raisonné, em que Cristina Lucas faz uma releitura de A Liberdade Guiando o Povo, de Eugene Delacroix, e o trabalho Vera Cruz, de Rosangela Rennó, que dialoga com a carta escrita por Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil.

É possível destacar também a instalação Cara Metade, da dupla chilena Ivan e Mario Navarro. Os artistas abordam a cooperação militar entre França e Brasil, em especial, em relação às táticas de tortura exportadas da Europa para América Latina via ditadores brasileiros na década de 60. Com a recente abertura dos arquivos políticos, a obra chama atenção por lançar luz a esse período obscuro, que completa 50 anos em 2014.

Já artistas como Letícia Parente e Eduardo Kac são alguns dos que utilizam o corpo como escritura ao incorporarem marcas e indícios de um corpo-arquivo, um corpo-mensagem. No vídeo Marca Registrada, Parente costura a inscrição Made in Brazil na sola do pé. Kac traz registros da implantação de um microchip com um vídeo de identificação no próprio tornozelo em Time Capsule.

Por fim, destacam-se propostas nos quais os artistas colocam em cena arquivos pessoais ou criam complexos sistemas de banco de dados, a exemplo da sequência de fusões de retratos antigos em preto e branco do francês Christian Boltanski na obra Entre-Temps, e Expiração 09, compilado do material do arquivo audiovisual de Pablo Lobato. No início da exposição, um software idealizado pelo artista define o período de existência de cada vídeo aleatoriamente. Todos serão apagados de forma definitiva no fechamento da temporada no Paço das Artes.

Arquivo Vivo encerra a trilogia sobre o tema, abordado pela instituição nos projetos "Livro_Acervo" (2010), que inclui a enciclopédia "Temporada de Projetos 1997-2009", e Para Além do Arquivo (2012-2013), mostra feita em parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza (CE).

Priscila Arantes é crítica de arte, curadora, pesquisadora e professora universitária. É diretora técnica e curadora do Paço das Artes desde 2007, onde desenvolve projetos no campo da arte contemporânea. É também professora de cursos de pós-graduação e graduação em “Arte: história, crítica e curadoria” na Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/SP). 

Frame do vídeo Addio del Passato (2011), produção do artista britânico/nigeriano Yinka Shonibare MBE (divulgação)

Frame do vídeo La Liberté Raisonnée (2009), da artista espanhola Cristina Lucas (divulgação)
REALIZAÇÃO

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