Hugo Fortes

 

Rabi Georges
Carola Schmidt
Urbi et Orbi – Para a cidade e para o mundo

Abertura: 25 de janeiro, 20h
Palestra seguida de visita guiada com Hugo Fortes às 19h
Performance Trajetos de Síssi Fonseca a partir das 20h
Visitação: 26 de janeiro a 04 de abril de 2010.

Curadoria: Hugo Fortes e assistência de Síssi Fonseca


A exposição Urbi et Orbi - Para a cidade e para o mundo é composta por 12 vídeos - brasileiros e estrangeiros - que se focam no olhar revelador do artista contemporâneo, um grande observador em constante mobilidade geográfica à procura de novos modos de ver e sentir.

Os vídeos descrevem os processos de deslocamento dos indivíduos no ambiente globalizado e transnacional da atualidade. Artistas de nacionalidades diversas usam cidades de vários países (Alemanha, Brasil, Colômbia, França, Japão e Índia) como ponto de partida para discutir a diluição de fronteiras temporais e espaciais que o mundo atual experimenta.

Obras exibidas:
Andreas Haus (Alemanha) / Walter Lenertz (Alemanha) e grupo da Universität der
Künste Berlin Dynamik der Großstadt, ein filmisches Experiment nach L. Moholy-Nagy (Dinâmica da Metrópole – um experimento cinematográfico a partir de roteiro de László Moholy Nagy), 2005/6 , 14 min

A partir de um projeto original de 1921-22 do artista construtivista Moholy-Nagy, o grupo de pesquisa da Universität der Künste Berlin (Universidade das Artes de Berlim) realizou, em 2005, uma versão atual do filme Dinâmica da Metrópole, que nunca chegou a ser filmado pelo próprio Moholy-Nagy. Com uma estética embasada no Construtivismo, no Dadaísmo e no Futurismo, o filme retrata as energias formais e emocionais da grande cidade em movimento. A figura de Moholy-Nagy é emblemática na exposição, já que se trata de um dos artistas do início do século XX de grande trânsito internacional, tendo nascido na Hungria e vivido na Alemanha e nos Estados Unidos. Seu fascínio pelo movimento e pela metrópole e sua busca de um olhar inovador podem ser vistos neste filme.

Antje Engelmann (Alemanha) / Cyrill Lachauer (Alemanha)
Ein Kolonialfilm (Um filme colonial), 2008, 5 min

Em um ambiente rural na Colômbia, um casal se encontra para uma dança entre o sonho e a realidade. Incorporando os estereótipos de sul-americanos, o casal de artistas alemães assume uma nova identidade em uma narrativa irônica e aberta, que leva o espectador a questionar a representação dos papéis sociais e sexuais, suas relações de poder e dominação e as aparências.

Cao Guimarães (Brasil) / Rivanne Neuenschwander (Brasil)
Volta ao mundo em algumas páginas, 2002, 15 min

O vídeo mostra uma ação realizada pelos artistas em uma biblioteca de Estocolmo, Suécia. Os artistas inserem pequenos pedaços do mapa-mundi em meio a livros escolhidos aleatoriamente para serem encontrados por futuros leitores. Imagens de recordações de viagens são intercaladas entre as imagens dos livros, levando a uma reflexão poética sobre o transitar pelo mundo.

Carola Schmidt (Áustria)
Eine Zerstäubung in mehreren Posen (Uma pulverização em diversas poses), 2005, 13 min

Em um velho teatro, antigas atrizes revivem após um sono centenário e disputam uma vaga em uma audição. No porão do teatro, uma personagem limpa com vigor todo o pó do século, dissolvendo sua própria imagem. Outra figura misteriosa engole algodão, enquanto poemas sobre memória e culpa são lidos por várias vozes. Neste vídeo de impressionante resultado visual, a pulverização da história e seu apagamento são apresentados de forma surreal e poética. O filme reúne atuações de artistas de origem alemã, inglesa, australiana, brasileira e austríaca. O acerto de contas com a pesada história dos países de língua germânica se dá através de um ambiente multicultural contemporâneo.

Hugo Fortes (Brasil)
Noturno, 2006, 5 min
Neva. É noite. Os últimos carros e transeuntes voltam para suas casas. Apenas os faróis continuam a piscar. Captado pela janela do próprio apartamento do artista em Berlim, o vídeo propõe um olhar sobre a melancólica paisagem noturna de Berlim, o tempo, o trânsito e o fluxo da vida.

Lina Kim (Brasil)
Stairs, Alemanha/Índia, 4 min
A artista brasileira, de origem coreana, que vive atualmente em Berlim, realiza este trabalho em sua viagem à Índia. Suas imagens poéticas mostram um homem lavando uma escada de uma rua em uma cidade indiana, onde tudo é trânsito, fluido e passagem.

Martyna Starosta (Polônia)
Pyromanic Exercises (Exercícios Piromaníacos), 2009, 11 min
O vídeo é uma espécie de parábola sobre poder, impotência e terrorismo. Nesta irônica videoperformance, a artista afirma ser capaz de provocar incêndios em lojas de departamento, shoppings centers e outros símbolos do capitalismo a partir de poderes telepáticos. Sua origem polonesa lhe fornece um olhar crítico sobre o capitalismo que invade Berlim cada vez mais.

Rabi Georges (Alemanha)
I fuck you, 2007, 4 min
Nesta videoperformance, o artista desafia valores da sociedade, interagindo corporalmente e sensualmente com esculturas e monumentos públicos, em uma atitude iconoclasta e provocativa. Nascido na Alemanha, porém de origem árabe, o artista realiza frequentemente trabalhos em que questiona os choques culturais e os papéis sexuais tradicionais nas culturas ocidentais e orientais.

Rachel Rosalen (Brasil) / Marit Lindberg (Suécia)
Post-diaries (Pós-diários), Japão/Suécia/Brasil, 2008, 15 min

Uma artista brasileira e uma artista sueca reconstroem suas impressões sobre uma visita ao Japão realizada cinco anos antes da edição final do vídeo. As memórias e sensações que restaram dos momentos ali vividos são reelaboradas a quatro mãos, criando uma narrativa fragmentada feita de percepções sensíveis de uma cultura distante no espaço e no tempo.

Silvia Marzall (Brasil/Alemanha)
Moment: raised, videoinstalação com dois canais, Alemanha, 2007, 3 min

Nesta videoinstalação o movimento de um homem e de uma mulher em balanços é mostrado de forma a colocar em suspensão o poder da gravidade e a passagem natural do tempo. O momento do ápice da suspensão no ar ao balançar é estendido causando uma tensão, parecendo que os corpos dos personagens estão prestes a se soltar. As ideias de trânsito constante e fluidez estão expressas metaforicamente no vaivém dos balanços. Silvia Marzall é artista brasileira, crescida na Itália e vivendo na Alemanha. Este trabalho foi realizado em Berlim, em cooperação com o artista australiano Govinda Lange.

Síssi Fonseca (Brasil)
Trajetos, performance, 20 min, 2010

Nesta performance a artista circula entre os visitantes da exposição, caminhando de diversas formas, como diferentes pessoas em diversas situações nas ruas das metrópoles. Ela observa o gestual dos transeuntes e interage com o público. Ao final, ela abre um imenso mapa imaginário de uma metrópole, sobre o qual circula e delineia seus passos.

Ulf Aminde (Alemanha)
Weiter (Continue), 2003, 10 min
Em um terreno abandonado, punks brincam de dança das cadeiras. Um comentário irônico sobre os costumes e os trânsitos sociais.

Wagner Morales (Brasil)
Les Bonnes Manières (As boas maneiras), videoinstalação, 2006, 8 min
A partir de uma residência realizada em Paris, o artista observa os costumes franceses, confrontando a imagem que se tem da França propagada em seus livros de boas maneiras com a realidade da vida diária encontrada no metrô e nas ruas desta metrópole europeia.

VOLTAR PARA HOME